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BTC despenca para menos de US$ 93 mil amid crescente tensão EUA–UE!

Alerta Econômico: Bitcoin Cai Abaixo de US$ 93.000 e Impacta Investidores Brasileiros

O Bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, despencou para menos de US$ 93.000 nesta segunda-feira (19), com uma queda de 3,6% em apenas 24 horas. O catalisador desse movimento? A intensificação das tensões tarifárias entre Estados Unidos e União Europeia, que gerou um clima de incerteza no mercado global. Esse cenário pode acender um alerta para os investidores, principalmente os brasileiros que veem a volatilidade do dólar amplificar essas oscilações.

O que aconteceu e por que o mercado reagiu?

Recentemente, surgiram novas ameaças de tarifas comerciais entre os EUA e a UE, exacerbando os temores de uma desaceleração econômica mundial. Essa situação não é simplesmente um alarmismo; tarifas elevam custos gerais e inibem crescimento, fazendo com que investidores busquem ativos mais seguros e menos voláteis.

O preço do Bitcoin atingiu US$ 92.652 durante a sessão asiática, e os dados revelam um aumento de cerca de 18% no volume de negociação em 24 horas. Isso indica uma movimentação intensa de posições alavancadas no mercado. O Índice de Força Relativa (RSI) caiu para 41, sinalizando um enfraquecimento no momentum. Já o MACD mostra uma pressão vendedora significativa no curto prazo, evidenciada por um histograma negativo.

No lado técnico, se o suporte imediato em US$ 92.500 falhar, o Bitcoin pode testar o nível psicológico de US$ 89.000. A resistência mais próxima está em US$ 95.000, coincidindo com a média móvel de 50 dias em US$ 95.400. Essa dinâmica deixa investidores em alerta.

Impactos mais amplos para investidores e para o Brasil

As quedas em ambientes macroeconômicos costumam ser rápidas e correlacionadas entre setores. Os investidores brasileiros enfrentam uma volatilidade significativa, especialmente quando o dólar oscila. Historicamente, anúncios de natureza semelhante contribuíram para impulsionar a queda do Bitcoin, como visto recentemente quando ele caiu para US$ 95.498 devido a incertezas regulatórias nos EUA.

Dados on-chain confirmam uma estabilidade quanto à oferta do Bitcoin nas exchanges, que permanece próxima de 11,8%. Isso sugere que não há um pânico generalizado, pois grandes volumes não estão fluindo para corretoras. Os movimentos de baleias (grandes investidores) acima de 1.000 BTC aumentaram apenas 4% em um dia, um número considerado modesto para quedas dessa magnitude.

Curiosamente, o hash rate da rede continua próximo ao seu recorde histórico, acima de 620 EH/s. Isso indica que mineradores ainda acreditam na segurança e rentabilidade a longo prazo do Bitcoin. A ausência de vendas excessivas por parte deles reforça a confiança no ativo.

Quais são os riscos e o que observar daqui para frente?

O risco mais imediato é o agravamento do conflito comercial, que pode levar o Bitcoin a testar a support em US$ 90.000. Uma quebra desse nível poderia abrir espaço para uma correção ainda mais profunda, criando uma dinâmica preocupante para os investidores.

Por outro lado, o mercado também observa fatores que podem atuar como suporte, como a liquidez do Fed e os fluxos institucionais. Em janeiro, ETFs de Bitcoin registraram uma entrada diária de impressionantes US$ 697,2 milhões, mantendo o interesse de longo prazo ativo e mostrando que há demanda por ativos digitais.

Para os investidores brasileiros, a hora é de cautela e gestão de risco. Enquanto o Bitcoin se mantiver acima de US$ 89.000 e não houver aumento significativo na oferta nas exchanges, o movimento poderá ser interpretado apenas como uma correção macro e não como uma mudança estrutural na tendência.


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