Choque no Mercado: PicPay, Agibank e Abra Miram IPOs nos EUA! O que Tornou Wall Street Irresistível?
IPOs: A Corrida das Empresas Brasileiras para Wall Street em Meio à Crise na B3
O cenário econômico brasileiro está passando por uma transformação impactante, onde as altas taxas de juros estão turvando a visibilidade das oportunidades na bolsa local. Enquanto a B3 enfrenta um jejum preocupante de ofertas iniciais de ações (IPOs), uma nova rota está se desenhando para as empresas: Wall Street.
Empresas Brasileiras se Preparam para Cruzar Fronteiras
Nos últimos dias, uma fila de empresas brasileiras começou a se formar com o objetivo de acessar o mercado americano. PicPay, Agibank e Abra, a controladora da Gol, estão entre as que sinalizaram planos para abrir capital nos Estados Unidos. A análise é clara: captar dinheiro fora parece ser mais viável que arriscar um IPO no Brasil neste momento econômico instável.
Recentemente, o PicPay revelou a intenção de levantar até US$ 500 milhões em sua oferta, conforme informações circuladas sobre a demanda já registrada para suas ações. O Agibank, que almeja captar US$ 1 bilhão, já iniciou reuniões com investidores internacionais e formalizou um pedido de autorização à SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.
O Grupo Abra, ativa no processo desde novembro, também protocolou o registro preliminar para seu IPO nas terras americanas. Mas essa lista de empresas em busca de uma chance em Wall Street não para por aí — a CloudWalk (dona da InfinitePay) e a WellHub (anteriormente Gympass) também estão considerando essa alternativa.
A Atração de Wall Street: Por Que as Empresas Escolhem o Exterior?
Diversos fatores contribuem para o crescente apetite de empresas brasileiras pelo mercado norte-americano. Wall Street é visto como um ambiente mais favorável, especialmente para as grandes companhias que buscam expandir sua capacidade de atração de investimentos. Uma combinação de alta liquidez e um contingente de investidores institucionais robusto torna essa opção irresistível.
Especialistas afirmam que, enquanto empresas menores têm chances de conseguir um IPO local, as grandes corporações estão se voltando para mercados que prometem avaliações mais atrativas. Investidores brasileiros que se aventuram internacionalmente continuam a ser uma parte significativa do público. Entretanto, as exigências regulatórias para listagens fora do Brasil trazem custos adicionais que precisam ser bem avaliados pelas companhias.
Outra movimentação significativa foi a da JBS, que também decidiu listar suas ações fora do Brasil, criando uma mudança de paradigma no que se refere às escolhas das empresas por onde querer levantar capital.
Exemplos de Sucesso: Empresas que Já Brilharam em Wall Street
A última grande estreia brasileira em Wall Street foi a do Nubank, que em dezembro de 2021 arrecadou US$ 2,8 bilhões. Outras movimentações também merecem destaque, como a do Banco Inter, que migrou suas ações para os EUA em 2022, e Patria Investments, que abriu capital através de uma oferta robusta.
Esses casos ressaltam as oportunidades que aguardam as empresas brasileiras em busca de captar recursos fora de suas fronteiras nacionais. As listagens mais recentes indicam que essa prática deve se intensificar, refletindo um descontentamento com o ambiente de IPOs no Brasil.
A Longa Espera pela Retomada de IPOs na B3
Infelizmente, a B3 não compartilha do otimismo dos seus concorrentes internacionais. Com quatro anos sem novas aberturas de capital, a espera pelos IPOs no Brasil é prolongada e, em muitos casos, angustiante. Fatores como a elevação da Selic e a insegurança econômica fazem com que as operações de equity sejam cada vez mais complicadas.
Profissionais de mercado indicam que a janela para novos IPOs pode ser reaberta de forma consistente apenas após 2027, quando as incertezas eleitorais e os cortes nos juros estejam resolvidos. Embora haja sinais tímidos de movimento, como pedidos de migração para categorias de IPO, o futuro próximo ainda é nebuloso.
O Que É Preciso para Revitalizar os IPOs no Brasil?
Para que o mercado de IPOs brasileiro se recupere, mudanças significativas no cenário fiscal e na percepção do risco são indispensáveis. A queda da Selic e o ajuste na curva de juros são considerados essenciais para devolver a atratividade às ações. Além disso, um resultado eleitoral positivo poderia ser o diferencial necessário para que as operações que estão ‘na fila’ possam finalmente avançar.
Nos últimos anos, a falta de IPOs não significa que as empresas estão paradas. Alternativas como ofertas subsequentes se tornaram a saída para muitas companhias que já estão listadas. Contudo, a realidade é que, enquanto a taxa de juros permanecer alta, o capital brasileiro parecerá cada vez mais atraente do outro lado da fronteira.
Conclusão: O Futuro das Finanças Brasileiras
A migração de empresas brasileiras para Wall Street ilustra uma mudança estratégica alarmante no ambiente de capital nacional. Para mais informações sobre como lidar melhor com sua situação financeira diante desse cenário desafiador, conheça o MentFy, um assistente financeiro com IA que pode te ajudar a organizar sua vida financeira. Experimente o Mentfy.
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