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CSN em Perigo: Dívida de R$ 40 Bilhões e Venda de Ativos como Última Esperança
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) enfrenta um cenário alarmante: uma dívida que atinge quase R$ 40 bilhões. Para contornar essa situação crítica, a venda de ativos se tornou a principal estratégia da empresa. Porém, no momento em que a companhia tenta recuperar o controle, as agências de classificação de risco lançam um alerta: a Moody’s e a Fitch rebaixaram a nota de crédito da CSN, intensificando a pressão em um período já delicado.
CSN Cimentos: A Joia à Venda
A CSN está negociando a venda de um dos seus ativos mais valiosos, a CSN Cimentos. De acordo com informações recentes, o grupo J&F, conhecido por seus investimentos em infraestrutura, manifestou interesse na aquisição, com valores estimados em torno de R$ 10 bilhões. Essa quantia representa mais da metade do que a CSN esperava arrecadar, entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões.
Impacto da Venda Tardia
Analistas financeiros veem a venda como uma oportunidade crucial para a CSN. Segundo um especialista de um renomado banco, essa operação poderia acelerar a desalavancagem e melhorar a liquidez da empresa, pontos críticos que geraram preocupação entre as agências de risco. Vale ressaltar que, em 2024, a CSN Cimentos acumulou uma dívida líquida de R$ 2,9 bilhões.
Se o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão atingir os R$ 1,5 bilhão previstos para 2026, o múltiplo EV/Ebitda, considerando a avaliação de R$ 10 bilhões, será de aproximadamente 6,7 vezes. Esse número está alinhado com outras empresas do setor na América Latina, o que pode indicar que a venda está em um valor justo.
Vendas e Necessidade de Liquidez
A venda de 60% da CSN Cimentos por R$ 10 bilhões pode gerar um fluxo de caixa estimado em R$ 4,3 bilhões para a CSN, o que corresponde a cerca de 12% da dívida líquida prevista até o final de 2025. Embora o montante ajude a cobrir as amortizações no mercado de capitais entre 2026 e 2027, ainda há a necessidade de enfrentar vencimentos de R$ 8,1 bilhões que estão programados para 2028.
A Pressão das Agências de Risco
As agências de risco continuam a aumentar a pressão sobre a CSN. A Moody’s alerta que, a menos que a empresa tome medidas urgentes para reduzir o endividamento — como a venda de ativos ou o pagamento proativo da dívida — seus indicadores de crédito e geração de caixa livre poderão se alinhar a uma classificação inferior.
Situação de Liquidez e Refinanciamento
No que diz respeito à liquidez, a Moody’s classifica o nível atual como adequado no curto prazo. No entanto, a queima de caixa e as futuras necessidades de refinanciamento elevam o risco para o médio prazo. A CSN terminou o último período com R$ 16,5 bilhões em caixa consolidado, sendo que R$ 13,6 bilhões estão à disposição da subsidiária de mineração.
Projeções de Refinanciamento
A maior parte das necessidades de refinanciamento da empresa está vinculada à dívida bancária, sendo o próximo vencimento significativo de bonds previsto para 2028. Contudo, a atual taxa de burn rate traz à tona um risco maior de refinanciamento, conforme destacado pelas análises das agências de classificação.
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