Raízen (RAIZ4) despenca 40% e se torna a grande vilã do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) explode com ganhos!
Queda Espetacular: A Raízen (RAIZ4) despenca quase 40% enquanto o Ibovespa brilha
Em um mês, a Raízen (RAIZ4) registrou uma queda alarmante de 38,83%, contrastando com a euforia que dominou a bolsa brasileira. Enquanto o Ibovespa atinge novas máximas, a empresa de energia enfrenta um cenário desolador, pressionada por resultados financeiros ruins e dívidas elevadas.
O Ibovespa em alta: O que está acontecendo?
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, experimentou um desempenho positivo em fevereiro, com alta acumulada de 4,09%. Esse crescimento foi impulsionado por um capital estrangeiro robusto, refletindo uma nova fase de fluxo favorável para emergentes. No dia 25 de fevereiro, o índice ultrapassou a marca histórica de 192 mil pontos, atraindo investidores em busca de rentabilidade.
Coisas boas para a bolsa foram temperadas por um saldo de entrada na B3 de R$ 15,267 bilhões até o final do mês, resultado direto da aversão ao risco em relação aos ativos dos Estados Unidos.
No cenário cambial, o dólar à vista fechou em R$ 5,1340, apresentando uma leve desvalorização de 0,10% no dia e 2,16% ao longo do mês. Os números refletem uma certa estabilidade do real em um ambiente internacional volátil.
Raízen (RAIZ4): A queda dramática
Enquanto o mercado mostra otimismo, a Raízen destaca-se negativamente com um panorama de incertezas. O último balanço revelou uma dívida líquida alarmante de R$ 55,3 bilhões, resultando em uma pressão significativa sobre suas ações. A empresa enfrenta resistência na tentativa de desmembramento, o que complicou ainda mais suas chances de recuperação.
O descontentamento dos investidores foi imediato após a divulgação dos resultados, resultando numa queda vertiginosa de RAIZ4, que liderou a lista das maiores perdas no Ibovespa em fevereiro.
As principais quedas do Ibovespa em fevereiro:
| Código | Nome | Variação mensal |
|---|---|---|
| RAIZ4 | Raízen ON | -38,83% |
| COGN3 | Cogna ON | -23,08% |
| PCAR3 | GPA ON | -19,79% |
| HAPV3 | Hapvida ON | -19,31% |
| BEEF3 | Minerva ON | -15,67% |
| TOTS3 | Totvs ON | -15,10% |
| CSNA3 | CSN ON | -14,40% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | -9,54% |
| SMFT3 | Smart Fit ON | -8,76% |
| SANB11 | Santander Brasil units | -7,76% |
Construção Civil: O outro lado da moeda
Em contrapartida à caída da Raízen, o setor de construção civil revelou-se um porto seguro, com a MRV (MRVE3) liderando as altas do mês ao registrar uma impressionante valorização de 26,89%. Esta recuperação foi impulsionada pela expectativa de que o Banco Central poderia iniciar um ciclo de afrouxamento monetário, beneficiando as incorporadoras.
Além disso, a MRV teve um desempenho positivo em seus resultados, reportando geração de caixa de R$ 145 milhões, superando as previsões do mercado. Outras empresas do setor, como Direcional (DIRR3), também aproveitaram a onda positiva, com alta de 16,99% no mesmo período.
Maiores altas do Ibovespa em fevereiro:
| Código | Nome | Variação mensal |
|---|---|---|
| MRVE3 | MRV ON | 26,89% |
| SUZB3 | Suzano ON | 17,58% |
| DIRR3 | Direcional ON | 16,99% |
| VIVT3 | Telefônica Brasil ON | 15,73% |
| AXIA6 | Axia Energia PNB | 15,65% |
| TIMS3 | Tim ON | 13,78% |
| AXIA3 | Axia Energia ON | 12,69% |
| USIM5 | Usiminas PNA | 12,22% |
| AXIA7 | Axia Energia PNC | 11,82% |
| CPLE3 | Copel ON | 11,23% |
Conclusão
As divergências de desempenho entre a Raízen e o Ibovespa expõem a vulnerabilidade de certas ações em um cenário de crescimento econômico. A fragilidade da Raízen sem dúvida levanta questões sobre a gestão de dívidas e a reação do mercado às suas estratégias futuras.
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