Desde 2021, o mercado imobiliário da China enfrenta uma crise sem precedentes, que está se intensificando. Recentes ações do governo para silenciar informações sobre a crise só agravam a situação. Em dezembro, Pequim iniciou um verdadeiro "corte" em contas de redes sociais que divulgavam notícias negativas. O resultado? Milhares de contas foram suspensas, levantando preocupações sobre a transparência do setor.
O impacto da crise é devastador. A gigante imobiliária Vanke, considerada uma das maiores do país, está à beira da falência. As vendas de novas casas despencaram pela metade desde o auge em 2021, e a construção de novas residências caiu cerca de 75%. Investidores, proprietários de imóveis e até mesmo bancos estão vendo o valor de seus ativos ruir. Com preços caindo drasticamente, o que vem a seguir para o cenário financeiro da China?
Um estudo revela que os preços dos imóveis na China estão em um colapso tão severo que 85% dos ganhos acumulados na última década foram eliminados. Para se ter uma ideia, durante a crise imobiliária de 2007 nos Estados Unidos, foram eliminados 47% dos aumentos. Essa comparação choca, mas a situação da China é ainda mais crítica.
Os investidores não conseguem se desvencilhar da incerteza. Especialistas alertam que os preços dos imóveis usados podem cair até 40% a mais, afetando ainda mais a saúde financeira do setor. A crise não parece ter fim à vista, e as implicações podem se estender até 2030, deixando o futuro do mercado imobiliário chinês em um horizonte nebuloso.
A situação se agrava devido à interferência do governo. Restrições sobre descontos em imóveis novos visam evitar uma queda drástica de preços e tensões sociais. Porém, essa estratégia prejudica a dinâmica do mercado, mantendo cerca de 30 milhões de imóveis sem compradores.
Além disso, a falta de um imposto efetivo sobre propriedades ociosas impede que proprietários sejam incentivados a vender, exacerbando ainda mais a crise.
Com a diminuição da construção, a oferta de novos imóveis no mercado despencou. Analisando os números, em 2022, as vendas de novos imóveis representavam um pouco mais da metade de todas as transações. Este número caiu para apenas 26% em 2024. Sem um movimento significativo para corrigir essa lacuna, os preços dos imóveis usados devem continuar seu caminho descendente.
Enquanto o governo tenta controlar as informações, a realidade do mercado imobiliário chinês desenha um quadro alarmante. Proprietários relutantes em aceitar suas perdas e a ausência de incentivos reais para venda podem levar a uma crise prolongada.
Com tantas incertezas, quem vai sair ileso dessa onda de turbulências?
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