Empresas de construção enfrentam desafios inesperados e o mercado reage em alerta. Descubra o que está acontecendo com a Tenda e os impactos para investidores!
As ações da Tenda (TEND3) despencaram cerca de 4,68%, cotadas a R$ 24,02 após o anúncio da prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25). Embora a construtora tenha atingido seu guidance anual, o relatório gerou desconfiança no mercado, levando a uma forte venda dos papéis.
O último trimestre trouxe vendas líquidas de R$ 1,2 bilhão, um crescimento de 24% em relação ao ano anterior. Contudo, a cifra ficou 14% abaixo das estimativas apresentadas pelo banco Safra. A razão? O timing dos lançamentos. A Tenda lançou 36% do seu VGV (Valor Geral de Vendas) na última semana de dezembro, reduzindo o tempo para fechamento de vendas.
Durante o 4T25, a Tenda lançou 15 empreendimentos somando R$ 1,8 bilhão em VGV. Mesmo apresentando um crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior, esse valor é 11% inferior ao esperado. A divisão Alea, responsável por casas pré-fabricadas, lançou apenas um projeto de R$ 69 milhões. O atraso em um grande projeto, de R$ 300 milhões, para 2026 impactou negativamente a percepção do mercado.
O quarto trimestre fechou com R$ 960 milhões em recebíveis transferidos a bancos, um indicativo positivo para a geração de caixa. Porém, a comparação trimestral mostra uma queda devido à base mais forte da comparação anterior, ressaltada por incentivos estaduais.
Apesar das dificuldades, o Safra considera o resultado “levemente negativo”, atribuindo-o mais a questões de calendário do que à demanda. A instituição financeira continua otimista em relação à Tenda, apoiada por ajustes no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que aumentaram o teto dos preços e ampliaram o público elegível para subsídios.
O BTG Pactual também mantém sua recomendação de compra para as ações da Tenda. O relatório menciona que, apesar de resultados levemente abaixo do esperado, a marca Tenda continua forte, refletindo crescimento em lançamentos e vendas. No entanto, a Alea precisa acelerar seus lançamentos para melhorar seu desempenho.
A situação da Tenda (TEND3) alerta investidores para a necessidade de atenção ao mercado de construção civil. As oscilações nas ações refletem a urgência de acompanhar tanto os lançamentos quanto as vendas nos próximos trimestres. Com tantas incertezas, é crucial manter suas finanças em dia.
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