A confiança no sistema financeiro internacional dos EUA está em queda livre, dando início a um movimento global disruptivo de realocação de reservas. O impacto é profundo e pode mudar a dinâmica econômica do planeta. Neste cenário, o ouro desponta como o grande vencedor, enquanto a hegemonia do dólar entra em xeque.
Gerenciando o cenário, Bruno Garcia, sócio da Truxt Investimentos, faz uma afirmação chocante: “O ouro está ganhando por W.O.”. Essa mudança não se trata de uma fuga massiva, mas de um leve desvio que altera os preços e as forças econômicas em mercados menores. A estratégia é clara: muitos países estão começando a enxergar o ouro e outras commodities como alternativas a uma moeda que representa riscos.
Artur Carvalho, economista-chefe da mesma gestora, explica que a situação atual supera as crises fiscais do passado. A desvalorização do dólar resulta de uma busca global por independência financeira contra um sistema que, agora, é visto como um instrumento de controle geopolítico. A lógica é simples: diminuindo a necessidade de dólares, reduz-se o valor associado a essa moeda.
Com o panorama se transformando rapidamente, a ameaça ao crédito nos EUA é iminente. Garcia não hesita em afirmar: “Se o mundo não quiser mais dólares, os juros para financiar os EUA terão que subir.” O aumento nas taxas de juros encarece o crédito, afetando diretamente empresas e cidadãos.
Esse cenário pode ser explosivo. Juros mais altos significam que a dívida se tornará um fardo ainda maior. A palavra “crédito” deriva de “acreditar”; sua escassez e alto custo corroem a confiança, tão vital para a economia americana. Há cerca de US$ 38 trilhões em ativos lastreados em dólar, mas a realocação já começou.
Colocar as esperanças nas eleições de meio de mandato parece um risco. Apesar de sua importância, Carvalho indica que mudanças mais profundas precisam ser feitas. Decisões da Suprema Corte podem influenciar a capacidade do governo em gerenciar tarifas, mas mesmo assim, a confiança global já está abalada.
Independente do resultado eleitoral, especialistas acreditam que a volta à confiança anterior é quase impossível. Sem ela, a estrutura econômica global, construída após a Segunda Guerra Mundial, se torna cada vez mais instável.
O panorama traçado por Garcia e Carvalho pinta um futuro de tumulto e instabilidade. Ray Dalio já alertou para a transição de um ciclo de estabilidade para um ambiente propenso a rupturas. “A confiança é um ativo escasso”, reforça Garcia. Estamos enfrentando um movimento estrutural que aponta claramente para a desconexão do dólar.
Apesar dos riscos, países emergentes, como o Brasil, podem captar oportunidades nesse novo ciclo. Carvalho comenta que, embora pequenos, esses movimentos podem levar a ganhos relevantes. No entanto, para investidores, o alerta é forte: o sistema econômico global está mudando rapidamente e a janela de retorno está se fechando.
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