Desde dezembro de 2025, os investidores que apostaram nas Sociedades em Conta de Participação (SCPs) da Fictor Invest estão lidando com um cenário alarmante: atrasos nos pagamentos de dividendos e dificuldades para obter o resgate de seus investimentos. O portal reclamações online já registra 72 queixas, sendo 71 registradas apenas nos últimos 23 dias. O sentimento de urgência é palpável, e muitos se sentem lesados.
Em um comunicado emitido em 12 de janeiro, a Fictor afirmou que a empresa vivia um momento "atípico", resultando em "um desafio temporário de liquidez". Contudo, garantiu que a situação não se deve a insolvência e prometeu regularizar os pagamentos até 12 de fevereiro, além de anunciar a entrada de um "investidor relevante". Contudo, a falta de clareza e a pressão crescente dos investidores levantam questionamentos sobre a transparência e a sustentabilidade financeira da empresa.
As SCPs foram concebidas como um modelo de investimento que une investidores em empreendimentos específicos. No entanto, a atuação da Fictor transforma essa ideia em um jogo de captação em massa, ultrapassando limites legais. Desde 2021, estima-se que a empresa tenha levantado aproximadamente R$ 1,67 bilhão via 12 SCPs, um volume significativo que, segundo a própria empresa, envolve informações estratégicas sob sigilo.
As SCPs não são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas a maneira como a Fictor promove suas ofertas caracteriza um “contrato de investimento coletivo”, avaliando-se que a empresa pode ter ultrapassado os limites legais. A CVM já instaurou um processo para analisar a situação, o que pode resultar em complicações para a empresa.
Um dos pontos mais problemáticos é a promessa de retorno fixo de 1,8% ao mês, muito acima da média do mercado. Especialistas alertam que essa garantia é irregular e arriscada, pois as SCPs estão vinculadas a projetos cuja rentabilidade é subordinada ao sucesso do empreendimento. A falta de transparência nas operações gera preocupação sobre onde realmente os investidores estão aplicando seus recursos.
Enquanto os investidores das SCPs aguardam por soluções, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) da Fictor começam a ganhar atenção. A mudança de estratégia levanta a suspeita de que a empresa busca uma nova fachada para seus antigos problemas. Com a promessa de investimentos em outros FIDCs, é fundamental que os investidores se perguntem: Estamos vendo uma nova roupagem para o mesmo risco?
Investidores que ainda não receberam seus pagamentos têm direitos. Entre eles:
Advogados alertam que ações baseadas no direito do consumidor também são uma opção, principalmente se houver indução ao erro nas promessas de rendimento.
Com tantos riscos envolvendo os investimentos em SCPs, é vital ter um plano. Quer organizar sua vida financeira em meio a tudo isso? Conheça o MentFy e assuma o controle. Experimente agora.
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