Você já percebeu que, em meio a falas sobre diversidade, o poder de decisão continua nas mãos de poucos? Este é o cerne do grave problema que afeta empresas em todo o Brasil. O conceito de "silêncio organizacional" revela um cenário onde profissionais se sentem cada vez mais desmotivados a compartilhar suas opiniões por medo de represálias. Essa é uma realidade alarmante!
Um levantamento recente, que ouviu 1.250 trabalhadores de empresas com mais de 100 colaboradores, evidenciou uma verdade preocupante: mesmo com a participação em reuniões estratégicas, 68% dos profissionais de grupos diversos não têm poder de decisão. Esse dado não é apenas um número; é um sinal de alerta para líderes e responsáveis pela gestão de talentos.
Essas estatísticas não mostram apenas a falta de poder, mas também a insegurança que permeia o ambiente corporativo.
Apresentado pela pesquisa, o Índice de Diversidade com Poder (IDP) aponta a média nacional em 52 pontos. Essa pontuação revela que a inclusão ainda é superficial, e o receio de não ser ouvido limita a voz de muitos profissionais.
A análise do IDP mostra que o pior desempenho foi em "poder decisório real" (47 pontos) e "segurança psicológica" (49 pontos). Esta última categoria está diretamente ligada ao medo de retaliação e ao silêncio organizacional. Quando as pessoas não se sentem seguras para expressar suas opiniões, o potencial de inovação e crescimento das empresas está em risco.
A transição de cargos de liderança representa um ponto crítico nas empresas. O estudo sinaliza o que muitos já desconfiavam: o IDP dos altos líderes é médio de 67 pontos, mas esse índice cai drasticamente para 48 entre coordenadores e 50 entre gerentes. Portanto, o enfraquecimento do pipeline de sucessão pode ser devastador.
Um alerta importante vem do CEO da Heach Recursos Humanos: "Quando profissionais participam, mas não decidem, o engajamento se desgasta." E essa desgastante realidade não gera apenas frustração, mas também pode trazer consequências catastróficas para a continuidade dos negócios.
Profissionais de diversos grupos estão se tornando uma parte importante da equação, mas sem o poder de decisão, tudo isso se torna uma ilusão. As empresas precisam transformar discursos em ações concretas, garantindo que a diversidade não seja apenas uma palavra da moda, mas uma prática real.
A situação é crítica e o tempo para agir é limitado! Se a diversidade não for acompanhada de poder, as consequências para a inovação, retenção de talentos e sucesso empresarial são significativas.
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