A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) surpreendeu investidores com um prejuízo líquido ajustado de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 8,5 milhões registrado no mesmo período de 2024. Esse resultado negativo é um sinal de alerta no cenário econômico, especialmente para quem acompanha a movimentação das ações no setor de varejo.
No mesmo trimestre, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu para R$ 44,2 milhões, representando uma drástica redução de 34,9% em relação ao 4T24. Essa queda não é apenas uma cifra alarmante, mas também reflete uma recessão mais ampla no desempenho operacional da empresa.
Os impactos são diretos para os acionistas da Lojas Quero-Quero e indiretamente para o mercado varejista como um todo. Com o lucro encolhendo ao longo do ano — totalizando R$ 151,5 milhões com uma redução de 36,1% — o sentimento de insegurança pode atingir a confiança dos investidores e afetar a dinâmica de compra em outros setores relacionados.
Apesar do prejuízo, a receita bruta líquida de devolução e abatimentos (RBLD) cresceu 3,2%, alcançando R$ 857,9 milhões no 4T25. Esse crescimento representa um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 3,172 bilhões. Mas será que essa alta pode compensar os prejuízos? O tempo dirá.
O indicador de Vendas Mesmas Lojas (SSS) apresentou um recuo de 1,5% no trimestre e de 1,8% no ano. Essa diminuição nas vendas é um sinal de que, mesmo com o aumento na receita global, a performance em unidades específicas pode estar comprometida, levantando questões sobre a estratégia de vendas da companhia.
A margem bruta também foi impactada, caindo para 28,1% no trimestre, uma diminuição de 2,8 pontos percentuais em relação ao 4T24. No acumulado do ano, a margem ficou em 28,5%, uma queda de 1,9 ponto em comparação a 2024. Esse cenário indica que a Lojas Quero-Quero está enfrentando desafios significativos relacionados a custos e eficiência operacional.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 47,2 milhões no quarto trimestre, marcando uma redução de 31,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os investidores devem prestar atenção a esses números negativos, pois eles revelam a fragilidade financeira que a empresa enfrenta.
Em 31 de dezembro de 2025, a dívida líquida ajustada da empresa era de R$ 207,1 milhões. O indicador de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 1,4 vez, um aumento de 1,0 ponto percentual em relação a 2024. Essa elevação na relação dívida/Ebitda traz preocupações sobre a sustentabilidade financeira e a capacidade da empresa de lidar com suas obrigações financeiras no futuro.
Com um cenário repleto de desafios financeiros, a Lojas Quero-Quero precisa urgentemente reavaliar suas estratégias para reverter essa situação. O desempenho dos próximos trimestres será crucial para determinar o caminho da empresa, e os investidores devem ficar atentos.
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