A Natura (NATU3) está em um momento crucial e anunciou um marco em sua estratégia de reestruturação. Em uma movimentação surpreendente, a companhia revelou um novo acordo de acionistas de dez anos, ao mesmo tempo que os fundadores passam para um conselho consultivo. Esta transformação não só impacta a estrutura da empresa como também atrai o interesse de grandes investidores.
Em uma jogada estratégica, a Natura formalizou um acordo de acionistas com um prazo de 10 anos. Os fundadores, Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, estão deixando o conselho de administração para se juntar a um novo conselho consultivo, que será responsável por manter a essência e legado da marca. Essa mudança, sujeita à aprovação em assembleia em 2026, sinaliza um novo direcionamento para a empresa.
A Advent International, uma das líderes globais em private equity, decidiu investir entre 8% e 10% das ações da Natura, com um preço-alvo médio de R$ 9,75, em um intervalo de seis meses. Esta movimentação representa a compra de, no mínimo, 109,9 milhões de ações. Embora seja um investimento no mercado secundário, sem injeção imediata de recursos na empresa, é um forte indicador de confiança no processo de recuperação da Natura.
Caso a Advent finalize a aquisição, terá a possibilidade de indicar até dois membros para o conselho de administração, participando assim ativamente de decisões estratégicas. No entanto, não haverá poder de veto sobre as deliberações da Natura, exceto em questões ligadas à administração. Essa participação limitada, no entanto, pode trazer novo fôlego à empresa em um cenário onde a recuperação é fundamental.
O novo acordo de acionistas também contém cláusulas de liquidez e imposições que garantirão a estabilidade das ações adquiridas, incluindo a restrição de venda por um período de 12 meses. Isso demonstra uma estratégia planejada para assegurar a valorização e a confiança no mercado.
As ações da Natura já mostraram uma recuperação significativa, com um aumento de 28% no ano. Com a otimização da estrutura e um novo plano estratégico, a empresa se apresenta como uma forte concorrente na América Latina. O lucro líquido da companhia cresceu para R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 227 milhões do ano anterior.
Após enfrentar dificuldades em suas aquisições anteriores, a Natura tomou a decisão sensata de voltar ao seu foco principal. O CEO, João Paulo Ferreira, destacou a importância de recalibrar a trajetória e reconquistar a confiança dos investidores, focando na sua força regional. A volta às origens parece ter dado frutos, com resultados visíveis no desempenho das ações.
A Natura está se reposicionando em um mercado desafiador e aparentemente encontrou um caminho de recuperação que poderá beneficiar investidores, colaboradores e consumidores. A combinação de um novo acordo de acionistas com a entrada da Advent representa uma nova era para a empresa, que busca estabilidade e crescimento em um cenário econômico incerto.
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