O almoço de Páscoa deste ano traz uma notícia alentadora: o custo dos itens tradicionais, como chocolates e bacalhau, caiu 5,73% em comparação a 2024. Este é o segundo ano consecutivo de queda de preços, conforme apontam dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas. No entanto, nem tudo são flores; enquanto alguns preços estão em queda, outros dispararam!
Os preços dos alimentos que normalmente fazem parte da-ceia de Páscoa estão diminuindo, aliviando o bolso dos consumidores. Essa queda de 5,73%, sendo 6,77% em 2025, sugere que a tendência de preços mais baixos pode ser mais que um mero acaso. A última divulgação, feita às vésperas do domingo de Páscoa, destaca que a inflação geral acumulada, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10), foi de 3,18% no mesmo intervalo.
Essa situação é resultado de um conjunto de fatores econômicos e de mercado. Para ajudar na queda geral dos preços, alguns produtos, como arroz (-26,11%), ovos de galinha (-14,56%) e azeite (-23,20%), estão contribuindo positivamente. Porém, vale observar que, apesar da redução, categorias como chocolates e bacalhau ainda estão com preços elevados.
Nos últimos quatro anos, o cenário de preços tem sido misto, com duas Páscoas apresentando inflação e duas deflação. A variação acumulada dos preços dos produtos típicos da Páscoa chegou a 15,37%, um desempenho abaixo da inflação geral de 16,53% no mesmo período.
Se você pensava que poderia se deliciar com chocolates e bacalhau sem preocupações, uma reavaliação é necessária! Os preços de bombons e chocolates aumentaram 16,71%, e o bacalhau subiu 9,9%. Mesmo que a oferta de produtos esteja mais barata, esses itens básicos da Páscoa continuam pesando no orçamento.
De acordo com o economista Matheus Dias, a oscilação nos preços é uma consequência da complexidade no repasse dos custos. Exemplo claro é o chocolate: mesmo com quedas significativas no preço do cacau no mercado internacional, que chegou a recuar 60%, os preços aos consumidores continuam em alta. Isso acontece porque os produtos industrializados passam por uma série de etapas antes de chegarem ao mercado, o que implica em defasagem nas reduções de preços.
Um estudo recente destacou que a alta nos preços de alimentos, especialmente chocolates, pode estar ligada à concentração de mercado. Apenas cinco marcas dominam 83% desse setor, o que elimina a concorrência e limita a possibilidade de preços menores para o consumidor.
Representantes da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) afirmam que o preço dos chocolates não depende somente do cacau. Fatores como o preço do leite, açúcar e frete também devem ser considerados. Isso significa que, para o consumidor, a expectativa por uma baixa no preço pode não se concretizar tão cedo.
As mudanças nos preços dos produtos de Páscoa refletem um panorama econômico complexo em que, enquanto alguns itens ficam mais acessíveis, outros continuam a pescar no bolso do consumidor. Esta situação ressalta a importância de estar sempre informado sobre as tendências de preços e os fatores que as influenciam.
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