A Prefeitura do Rio de Janeiro acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O motivo? Uma reunião da ANAC com companhias aéreas visando elevar o limite de passageiros do Aeroporto Santos Dumont, que atualmente suporta até 6,5 milhões de passageiros por ano. Essa movimentação gera insegurança no mercado e pode afetar a estrutura do transporte aéreo na capital fluminense.
Este conflito pode impactar diretamente a sua experiência de viagem e as escolhas disponíveis. Se o limite no Santos Dumont for alterado, as opções de vôos e preços podem mudar radicalmente. O que parecia um progresso para o Galeão, o outro aeroporto da cidade, pode sofrer repercussões inesperadas.
Eduardo Paes, prefeito do Rio, não poupou críticas em suas redes sociais. Ele denunciou o que chamou de “forças ocultas” atuando para mudar a política de operação coordenada entre os aeroportos, que desde 2024 tem revitalizado o Galeão. Essa política foi fruto de negociações cuidadosamente orquestradas envolvendo diversas autoridades.
Se o Santos Dumont expandir sua capacidade de passageiros, poderia provocar uma queda nos preços das passagens. No entanto, essa mudança pode também desestabilizar o fluxo de passageiros no Galeão, que começou a se recuperar após anos de baixa.
Na última decisão, o ministro Augusto Nardes, relator do processo no TCU, clarificou que o poder público não está vinculado ao acórdão que estabelece o limite de 6,5 milhões de passageiros. Isso significa que o governo não está obrigado a expandir o volume de passageiros no Santos Dumont. Essa falta de compromisso governamental abre um leque de incertezas.
Com as novas diretrizes do TCU e a possibilidade de flexibilização dos limites, a Coligação RIOgaleão, gestora do Galeão, deve estar atenta. O novo modelo de outorga, que inclui 20% das receitas para a União, impõe a necessidade de um cronograma de passageiros, mas não garante estabilidade.
Durante a entrevista à CBN, Paes destacou que há “interesses republicanos e econômicos” em conflito. A Infraero e empresas aéreas, como a Latam, parecem estar de olho em um ganho potencial no Santos Dumont, evidenciado pelo fato de que muitas operações internacionais ainda preferem o aeroporto de Guarulhos.
Se as companhias aéreas conseguirem pressionar por mudanças, você pode acabar enfrentando tarifas mais altas e opções limitadas. Por outro lado, uma concorrência saudável entre os aeroportos pode beneficiar os viajantes com melhores ofertas e experiências.
Uma pesquisa da Fecomércio RJ revelou que 56,8% dos entrevistados afirmam que aceitariam viajar pelo Galeão se as tarifas fossem mais atraentes. Isso destaca uma psicologia do consumidor que pode cortar tanto para o Santos Dumont como para o Galeão.
Os dados sugerem que há um público disposto a mudar de terminal, o que indica uma oportunidade para as companhias aéreas explorarem melhor as tarifas e a conveniência para os clientes.
A questão dos limites de passageiros no Santos Dumont e as negociações em torno do Galeão apresentam um cenário complexo e carregado de implicações para o mercado.
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