A Iguatemi, conhecida por seus shoppings de luxo, acaba de dar um passo ousado com o anúncio do Casa Figueira, um loteamento monumental de 1 milhão de metros quadrados em Campinas, SP. Localizado entre as rodovias Dom Pedro I e Heitor Penteado, esse projeto promete criar um novo bairro, com a construção de 100 prédios residenciais e comerciais. A expectativa? Atração de 50 mil pessoas e um incrível montante de R$ 10 bilhões gerados em vendas ao longo de 20 anos.
Atualmente, quem passa pela área verá intensas atividades de preparação, com máquinas trabalhando ativamente na construção de quatro quilômetros de avenidas. O potencial de um novo bairro em Campinas é gigantesco, e já existem sinais de um impacto econômico significativo para a região.
Projetos desse porte não são comuns no Brasil, principalmente devido ao elevado custo de investimento, burocracia para obtenção de licenças e o retorno financeiro demorado. O Casa Figueira rompe com essa barreira, apresentando uma proposta contundente e inovadora.
Os moradores da região, novos investidores e empreendedores que buscam oportunidades comerciais poderão se beneficiar de um aumento no fluxo econômico, além de uma nova infraestrutura que inclui áreas de lazer e serviços essenciais como escolas e centros de saúde.
A história deste loteamento remonta a um contrato assinado há décadas entre a Iguatemi e a Federação das Entidades Assistenciais de Campinas (Feac), organizadora do terreno. Importante ressaltar que 70% do loteamento pertence à Feac, enquanto a Iguatemi controla os 30% restantes.
Esse local já abrigou a Fazenda Vila Brandina, doada à Feac nos anos 60. A cogitação de transformar essa área em um novo bairro visa não apenas a valorização imobiliária, mas também resgatar a importância cultural e social do espaço, cujo nome "Casa Figueira" é uma homenagem à centenária figueira presente na antiga fazenda.
Os primeiros investimentos na infraestrutura totalizam R$ 250 milhões, sendo R$ 75 milhões provenientes da Iguatemi. Isso inclui obras de pavimentação, energia elétrica, saneamento e ciclovias, prevendo a criação de quatro parques públicos no bairro.
O projeto visa criar um ambiente urbano onde moradia, trabalho e lazer estejam a no máximo 15 minutos a pé. A ideia é promover uma verdadeira integração social, permitindo que o bairro funcione como um espaço coletivo e acessível.
A comercialização dos lotes já começou, direcionada exclusivamente a incorporadores e não ao consumidor final. Cada lote será desenvolvido por empresas a partir de pagamentos em dinheiro ou participação nas vendas futuras dos imóveis. A Iguatemi atuará como curadora dos projetos, garantindo qualidade e organização no desenvolvimento urbano.
Na primeira fase, serão disponibilizados 46 lotes, com 40 deles destinados a residências e seis para comércio. O lançamento da Building, batizado de "Avenida 105", já atraiu atenção, os apartamentos variando entre R$ 2,5 milhões a R$ 4 milhões. Espera-se arrecadar cerca de R$ 20 milhões anualmente com as vendas.
Para demonstrar confiança no sucesso do Casa Figueira, a Iguatemi planeja lançar uma torre de escritórios próxima ao shopping, com investimento previsto de R$ 232 milhões e uma receita operacional líquida esperada de R$ 27 milhões por ano.
A visão é clara: transformar Campinas em um polo de desenvolvimento econômico e social, levando em consideração moradia, trabalho e lazer de forma interconectada e sustentável.
Com este horizonte promissor, a Iguatemi mostra que o Casa Figueira não é apenas mais um projeto imobiliário; é uma proposta de revitalização que poderá impactar positivamente a cidade nos próximos anos.
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