A Tenda (TEND3) começou 2025 com um otimismo contagiante, provando que o setor de construção popular ainda é um bastião de oportunidades. A construtora divulgou sua prévia operacional do primeiro trimestre, e os resultados superaram as expectativas do mercado, fazendo com que suas ações subissem impressionantes 11,57%, alcançando R$ 32,97.
Durante os primeiros três meses de 2025, a Tenda lançou 13 novos empreendimentos, atingindo vendas líquidas de R$ 1,5 bilhão. Esse número representa uma alta de 25% em relação ao trimestre anterior e um aumento de 41% comparado ao mesmo período do ano anterior. O segmento voltado à baixa renda contribuiu para um crescimento anual de 72%, surpreendendo analistas do Safra, Itaú BBA e BTG Pactual.
A velocidade de vendas (VSO) notou um incremento e se estabeleceu em 28%, em contraste com os 26% registrados um ano atrás. Essa eficiência nas vendas destaca uma demanda sólida, especialmente em regiões com menos concorrência, como em seu novo projeto em João Pessoa (PB).
Apesar do otimismo em torno da Tenda, a Alea, divisão de casas pré-fabricadas da empresa, enfrentou adversidades. Com vendas brutas de R$ 121,6 milhões e apenas dois lançamentos, a unidade experimentou uma queda de 50% nas vendas em comparação anual. Em análise, o Itaú BBA mencionou que as expectativas não foram atendidas, especialmente pela falta de um projeto importante em andamento.
A pressão por reformulações na estratégia da Alea tem se intensificado, já que a subsidiária acumula prejuízos superiores a R$ 500 milhões em cinco anos. Investidores, incluindo AZ Quest e Kinea, estão exigindo uma reavaliação, questionando a alocação de recursos em um setor que não vem trazendo resultados.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela Alea, o desempenho geral da Tenda parece otimista, apoiado por ajustes recentes em programas de habitação como o Minha Casa, Minha Vida. O BTG Pactual e o Safra reiteram suas recomendações de compra para as ações da Tenda, com potenciais de valorização significativos.
O Safra estima um preço-alvo de R$ 41, sugerindo um potencial de valorização de 23%. O BTG Pactual vai além, prevendo um preço-alvo de R$ 44, o que representa um aumento de 32% com relação ao fechamento recente. O Itaú BBA também sugere um preço-alvo de R$ 43, respaldando uma alta potencial de 45,5%.
Em um cenário onde a Tenda demonstra um desempenho robusto, a instabilidade da Alea pode representar um risco que precisa ser gerenciado. Para investidores atentos, a análise cuidadosa e a gestão de portfólio tornam-se essenciais.
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