O interesse dos Estados Unidos nas vastas reservas de terras raras do Brasil não é apenas uma conversa de bastidores — é uma realidade que pode transformar o futuro econômico do País. Desde 2025, as discussões sobre como aproveitar esse "tesouro escondido" se intensificaram, e o Brasil precisa agir rapidamente para não perder essa oportunidade única.
Atualmente, o Brasil conta com 12 lavras autorizadas e 186 em análise, segundo levantamentos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Além disso, são 1.790 pesquisas minerais já autorizadas, com possibilidade de revelar novos minerais estratégicos. Apenas uma mineradora, a Serra Verde Mineração, localizada em Goiás, opera atualmente e já projeta iniciar a produção anualmente de 5 mil toneladas de óxidos de terras raras, fundamentais para a fabricação de ímãs de alta eficiência.
Não é só a Serra Verde que está movimentando o setor: dois projetos com investimento australiano estão avançando rapidamente. Recentemente, um deles obteve licença prévia e já está testando uma planta-piloto em Poços de Caldas (MG). O Projeto Caldeira promete revolucionar a produção de carbonato misto de terras raras, com uma capacidade inicial de 25 kg por hora.
A outra mineradora australiano, Viridis Mining & Minerals, está em busca de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recebeu um sinal verde de até US$ 100 milhões de uma agência de crédito canadense. Essas movimentações não apenas destacam o potencial do Brasil, mas também criam um senso de urgência crucial em todo o ecossistema de mineração.
Uma discussão constante é se o Brasil deve exportar suas matérias-primas ou investir no processamento interno. O dilema é claro: processar internamente poderia gerar um produto de maior valor agregado, mas o país enfrenta barreiras significativas, como a tecnologia de refino, que atualmente é dominada pela China. É preciso agir rapidamente — o futuro econômico do Brasil pode depender dessa decisão.
Com a China controlando 70% da produção e 85% do refino de terras raras mundialmente, a competição é acirrada. Isso eleva a urgência para que o Brasil não apenas explore suas reservas, mas também avance no domínio tecnológico necessário para refinar esses materiais. O ápice dessa corrida por terras raras envolve não apenas os EUA, mas também a União Europeia, Japão e Austrália, todos buscando diversificar fornecedores.
Embora o Brasil possua a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o país ainda não a explorou adequadamente. As jazidas estão localizadas em regiões estratégicas, como Minas Gerais, Goiás e na Amazônia, mas a falta de tecnologia e variações regulatórias têm limitado a produção nacional.
De acordo com especialistas, a verdadeira chave para o sucesso é dominar as tecnologias de refino. Investir em pesquisa não é suficiente; é necessário desenvolver e controlar essas tecnologias. O tempo está passando, e o Brasil deve agir imediatamente para evitar ficar para trás nessa corrida global.
Se o Brasil não intensificar seus investimentos em tecnologia e exploração, poderá perder uma oportunidade crucial. O setor público precisa alinhar as políticas e procedimentos para garantir que as decisões tomadas hoje podem trazer resultados em 15 anos. A lentidão na execução das políticas públicas e a insegurança jurídica tornam o cenário desafiador, mas não impossível.
Enquanto isso, a China continua a aprimorar sua cadeia de suprimentos desde os anos 80, mantendo custos baixos devido ao ganho de escala. A capacidade de processamento das terras raras na China é um obstáculo considerável para o Brasil, que não pode competir com os preços das terras raras beneficiadas.
Surpreendentemente, mesmo com um cenário tão crítico, o setor de terras raras representa 3,2% dos investimentos previstos no setor mineral brasileiro, o que equivale a US$ 2,2 bilhões entre 2025 e 2029. A exploração de terras raras é uma oportunidade que precisa ser usada urgentemente para diversificar a economia brasileira.
Com a demanda global por terras raras crescendo exponencialmente, o Brasil tem tudo para se estabelecer como uma grande potência neste mercado. A hora de agir é agora, e cada dia que passa sem um plano sólido pode significar uma oportunidade perdida.
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